Quando o Campo é a [nossa] Cidade
  AGRADECIMENTOS

 

Queridos,

MUITO obrigada pela parceria. 

Um abraço e boas férias!!

 



Escrito por Antropologia Cultural às 12h09
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  DE OLHO NO RELÓGIO, TURMA 21!!!

  Devagar

19/06: Exibição dos vídeos "Otakus" (Rodrigo) – OK; e "Idéia Geral" (Wilson) - FUROU!

22/06: Apresentação vídeo "A Moda" (Ana K e Cia.) - FUROU!! (anunciaram na hora a substituição por um Editorial que me entregariam na quinta-feira... Aguardo); apresentação G4 - a definir – FUROU! (claro, não definiram nada... aiaiai... Vamos AGIR, gente!!!)

26/06: Apresentação dos trabalhos dos G5 e 6. (Ou seja, entrega do Editorial do G3 e apresentação dos G4, 5 e 6. E isso tudo em uma hora. tsc,tsc,tsc...)



Escrito por Antropologia Cultural às 10h53
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  DE OLHO NA AGENDA: TURMA 22

 

19/06: Exibição dos vídeos “Idéia Geral” (Thiago e Cia.) e "Nerds" (Cassia e Cia.) - OK

23/06: Apresentação em ppt "Ethos Homoafetivos" (Edson e Cia.) e vídeo "Patricinhas" (Kbç e Cia.) - OK

26/06: Apresentação dos trabalhos dos grupos 5 (Leandro e Cia.) e 6 (Bárbara e Cia.)

 



Escrito por Antropologia Cultural às 10h40
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  ETHOS SERTANEJO E O MODISMO AGREGADO ATUALMENTE

  

 

Clésia Mara

Lívia do Carmo


Tudo começou com a música caipira, também conhecida como modão em meados do séc. XX. Um jeito sofrido e simples de vida de campo era a temática desse estilo musical e que mais tarde foi transformado em sertanejo, com as mesmas características da anterior, porém mais dançante e urbana.

Enquanto a música caipira tinha a característica predominante [falta algo aqui] sobre roça, botinas, chapéu de palha entre outros apetrechos, o sertanejo já utilizava-se de aspectos mais modernos, influenciados também pelo country americano, festas de rodeio internacionais e estilo de vida das cidades como as botas, cintos de fivela grandes [ok, mas isso não provém do "estilo de vida das cidades"], calças apertadas, chapéu de marca (este último, sendo às vezes trocados por bonés, pelos chamados “agro-boys”, termo recentemente utilizado por sertanejos).

Começou a render lucros e passar a ser modernizados e algumas duplas surgiram com visão comercial, como Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, entre outros.

Por volta do ano 2.000, a música sertaneja volta a conquistar mercado e a nova geração de duplas conquista espaço na mídia, como Bruno & Marrone, Edson & Hudson, entre muitos outros.[fontes?]

Hoje em dia o termo caipira é visto com preconceito por muitos e então é deixado de lado e só é comentado como sertanejo. Porém as pessoas de mais idade ficam comovidas quando escutam o estilo de música antigo e não tem grande aceitação sobre o atual. Quando escutam uma moda de viola isso meche com suas emoções, remetendo as boas lembranças da humilde e simples vida do campo.[como vocês concluiram isso? Observação? Entrevistas? Leituras?]

Muitos jovens receberam a influência dos pais a gostarem desse estilo de música, pois desde criança escutavam. O que os diferencia é a maneira com que interpretam as letras. Enquanto os mais velhos se lembram da infância com os pais e irmãos, a maioria dos jovens se lembra de alguma “balada” em que ocorreu algum fato interessante. É o que reafirma Júlia, de 18 anos, dizendo que os pais colocavam as músicas para ela ouvir desde muito cedo (5 anos) e que isso a tranquilizava e que isso, hoje, se tornou uma influência na sua adolescência.

Há casos em que a influência veio da mídia. O que é mais notório no estilo em que vivem o grupo ETHOS sertanejo de hoje é o modismo que é pregado por ele. O modismo está em alta e cada período nasce novos grupos sertanejos e é tanta influência da mídia que muitas vezes você gosta de uma música, mas não faz a menor idéia de quem a canta. Antigamente os cantores eram mais conhecidos e eram queridos pela competência. Hoje para ser famoso basta ter um rostinho bonito e regravar um grande sucesso do passado. Não estão interessados em cantar bem ou mal, mas sim usar um chapéu, uma calça apertada, uma bota e maquiagem no rosto para ganhar dinheiro e conseguir um lugar ao sol, pois isso é o que agrada os seguidores.

Cada dia que passa a mistura de novos gêneros, ou seja, as misturas de novas culturas perpetuam o ambiente musical. Há diversas influências externas que contribuem para essa mistura de culturas e aquele som do sertão cada vez mais esquecido.

Há grupos que já designam sua trajetória, como por exemplo, o grupo “Sereno”, “Pagode do Sertão”. Exemplo também é o cantor Latino, no seu mais recente álbum “Tudo junto e misturado” faz uma associação entre seu estilo de música e o sertanejo.

Diversos artistas trabalham esse tipo de estilo. Ex.: Bruno & Marrone, que já fizeram participações com Banda Calipso, Claudia Leite, Padre Marcelo Rossi, Grupo Tradição onde todos possuem um estilo diferente.

Isso é proveitoso capitalisticamente, pois assim atinge diversos grupos diferentes, atraindo multidões em busca de bens materiais.

Talvez essa mistura de cultura venha pela falta de repertório. O sertanejo já está se tornando maçante e buscar associações com vozes diferentes do estilo acostumado pode ser a solução [“solução” pra quem?].

Com o avanço da tecnologia a busca por novos caminhos é importante e constante. Se você (??) não tenta mudar seu repertorio acaba ficando n o esquecimento. Mas a questão e essa. A musica raiz sertaneja é muito mais interessante que a atual, que preza apenas o machismo e, como muitos falam: “musica de corno”.

A dupla sertaneja da atualidade que trata mais os antepassados é Victor e Léo, principalmente com sua música "Sapo caiu na lagoa". Relata uma vida simples, mas, com alegria de viver na roça, longe dos avanços da cidade. Isso atrai públicos mais antigos porque isso trabalha com o imaginário e as lembranças daquela gente.

A deficiência disso tudo é a qualidade. Antigamente a sociedade estava inserida na pobreza, raça, penitências e graças e falavam de amor de forma mais pura. E acima de tudo o povo tinha fé e evocavam seus santos. Hoje em dia o amor virou sexo; a roça, cidade; as botas, sapatos de marca; e a inocência que havia hoje já esta perdida. Ressalta a realidade atual, mas meche muito mais com aspectos machistas e insensatos. [como assim? Faltou explorar a questão]

Algumas letras exaltam a mulher como ser inferior, chama-na de bandida, safada, cachorra, sem-vergonha, doente, apaixonada [epa! E isso inferioriza alguém?], atrevida, meu cansaço, meu sufoco (Chrystian & Ralf). O homem enganando a mulher (“Que pescar que nada” – Bruno & Marrone).

Solteiros e comprometidos também enxergam as letras de forma diferente. Os solteiros gostam porque tem uma melodia que motiva a dançar, são animadas e se interessam pelas que falam sobre a liberdade, bebida e a mulherada. Já os outros buscam as que têm melodia mais romântica, que induzem o pensamento a pessoa amada e relembram de momentos bons já vividos. [Fontes?]

O que emociona, principalmente as mulheres é escutar uma musica sertaneja e lembrar de algum amor que a fez ou faz sofrer, pois o assunto que mais predominam nas letras das musicas são o amor, bebida e traição. Aprendem a gostar das músicas também depois de conhecer os cantores, pela beleza e pela voz viram fãs.[Fontes? Segundo quem? Informação obtida como?]

Tornou-se o sertanejo moderno. As mulheres vão produzindo em busca de encontrar alguém. Os homens sabem onde as mulheres estarão não se preocupando necessariamente com a música, mas sim pelo encontro a noite. O que chama a atenção para estes tipos de festas é a gratuidade para mulheres até determinado horário ou diminuição do preço ou bebidas. Isso faz com que o número de pessoas adeptas a esse estilo cresça significadamente.

Casas noturnas, choperias, bares, petiscarias e até postos de gasolina viraram pontos de encontros para os sertanejos.

Em Uberaba, os lugares onde mais pode-se observar a presença e o crescimento desse grupo são Munchen, Munchen Happy Hour, Recanto Universitário, Frangaço, Bar da Leia, Pacheco`s entre outros bares e chamados butecos.

São expostos banners, faixas. Outdoors e utilizam sites de eventos para propagar os eventos sertanejos da cidade, como Agito Uberaba, Uberaba eventos e vários outros.

São expostos banners, faixas. Outdoors e utilizam sites de eventos para propagar os eventos sertanejos da cidade, como Agito Uberaba, Uberaba eventos e vários outros. 

Exemplos de faixas e banners estão nas figuras abaixo:

 

 

As figuras demonstram verdadeiramente como o que antes já citado está presente, sobre a forte mistura de outros estilos musicais com o sertanejo e que é muito bem aceito por esse ETHOS juvenil.

As notas estão no sistema.

Bj



Escrito por Cleisa às 19h47
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  ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA!

 

Salve, pessoas!

Os textos dos seus colegas, que serão avaliados amanhã, estão abertos à discussão.

Pontinhos a mais para quem fizer considerações e/ou questionamentos interessantes.

Divirtam-se!

 

RECAPITULANDO...

-  O texto deve ser narrativo-descritivo;

-  a pespectiva analítica e as categorias conceituais em maior destaque devem advir da Antropologia Cultural;

-  a abordagem metodológica deve remeter aos procedimentos etnográficos;

-  as regrinhas da ABNT devem ser respeitadas (sobretudo aquelas que dizem respeito à propriedade intelectual, ou seja, "citações de terceiros").

 



Escrito por Antropologia Cultural às 10h34
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  O TERRITÓRIO É DELES? VEJA SE VOCÊ NÃO É DESSE ETHOS, AGROBOYS

 

Carlos Júnior

Jênnifer Tracy

Rayanne Paiva

 

A juventude vem a cada dia criando cada vez mais novos ethos no contexto da sociedade. [Ethos não são invencionices juvenis, ok? Sua elaboração atende a toda uma dinâmica cultural que, no caso estudado, ganha materialidade entre os jovens] E uma dessas novidades já existia há muitos anos atrás, os chamados Agroboys e para entendermos a ideologia desse movimento em que se englobam os jovens de ambos os sexos, percebe-se que esse “personagem” ama e ouvi na mesma intensidade [fontes?] Green Day e Chitãozinho e Xororó. Além disso, é colecionador de chapéus, fivelas e botas. Embora haja aqueles que também por estarem preocupados com a aparência tentam adquirir a melhor imagem possível, relacionando o campo com a central urbana, utilizando bonés, camiseta gola pólo e jeans apertado, preferencialmente de uma boa marca. O movimento dos Agroboys sofre preconceito por este estilo despojado de estar sempre aberto às novidades do mundo musical e da moda. Pra eles o importante é festejar, não importando o local e nem o estilo musical [vocês estão fazendo referências a algo que permeia 90% de ZebuVille e que não constitui o ethos Agroboy propriamente dito]. É importante perceber o tipo de cultura material que esse personagem se caracteriza, apesar de acompanhar muitas tendências o Agroboy não se separa de sua velha camisa pólo, chapéu, fivela e bota. Na sua maneira de se expressar esse indivíduo acompanha o jeito “caipirês” de se falar, o sotaque é forte em quase toda maioria. [frase esquisita...]

Esse ethos é encontrado em grande maioria concentrado em áreas que se movimentam pelo agro negócio, logo Uberaba pode ser considerado ponto referencial para esse estudo. O termo agroboy ganhou até mesmo musica do cantor Landau e clipe com direito a passagem pela MTV. Com essa idéia de que caipira também pode ser roqueiro, o cantor Landau, irmão do mineiro Rogério Flausino, criou o manifesto a favor do Agrocore. O cantor admite que curte musicas de Amado Batista até Green Day. Ele ainda afirma que "o gênero Agroboy é um movimento que ainda vai ganhar as grandes cidades".

O movimento Agroboy [o termo deve ser usado entre aspas] ganhou espaço e grandes adeptos, depois que a mídia deu destaque ao estilo sertanejo universitário, e lançou nomes como João Bosco e Vinicius, César Menotti e Fabiano, entre outros. O sertanejo universitário nada mais é que a versão mais romântica e animada do velho sertanejo de raiz, criada pela mídia, para vender mais dos seus produtos. Após o sucesso dessas duplas o movimento Agroboy passa a ser divulgado basicamente sem nenhum esforço pelos jovens que curtem as grandes festas da região. Além disso, o mundo da moda abriu sua porteira para o universo cowtry, usando da imagem de famosos para divulgar a nova onda. Cria se então uma nova cultura onde os sertanejos de plantão podem seguir novas tendências, curtir novos estilos.

Uberaba por ser um grande centro do comércio agrícola, possui ótimas faculdades, com grandes porcentagens de cursos voltados para essa área rural. Em destaque pode-se perceber o grande fluxo do movimento agroboy [“movimento” é um termo pouco adequado, a menos que a bancada ruralista passe a fazer parte de ma discussão sócio-política] concentrado nos campos das Universidades da cidade, além disso, fora desse pedaço universitário, há um bombardeio de locais destinados a lazer em que todos os dias da semana, menos nas segundas, podem-se encontrar os adeptos a esse ethos. Esses locais estão distribuídos em barzinhos, boates que tem o seu público só pra quem gosta de sertanejo, e além do mais, as repúblicas. Uma concentração incrível de Agroboys que moram ao redor da faculdade, especialmente na Uniube, isso muda apenas quando tem repúblicas que não são direcionadas especificamente pra esse ethos, no entanto quando isso ocorre alguém que mora nessas outras repúblicas com certeza deve curtir um sertanejo, e até arrisca em um visual parecido.

Diferentes de muitos outros ethos juvenis, os Agroboys, ao menos os da UNIUBE, não utilizam de uma ideologia de grupo, percebe-se que algumas relações entre os componentes são evidentes. O estilo do vestuário, o fascínio pela música sertaneja, preferencialmente a universitária, e alguns a personalidade rústica. Eles não seguem uma lei própria, é dividido como os “normais”, aqueles que não têm um ethos especifico, alguns analisam essas pessoas como elas sendo flexíveis para as mudanças de cultura, outros que as pessoas não se definem interiormente, que são ditadas pela cultura de mídia. Muitos fumam, a maioria bebe, gostam muito de festas, farras em repúblicas, assim como tem os que não gostam muito de sair. Alguns se relacionam e são adeptos as regras de ética da nossa sociedade, como assim há outros que não estão muito inseridos nessa atitude de muitas das vezes pensar no próximo. Nesses requisitos esses “personagens” se assemelham com qualquer outro tipo de personalidade.

Os outros ethos da Universidade criticam muito esse ethos em questão, como qualquer um que não se enquadra no modo de ver o mundo do outro. Eles, no entanto não estão nem aí, se são adorados ou exorcizados, querem apenas saber se a vida deles está suficiente mente os satisfazendo. Por causa das épocas específicas em que Uberaba se torna o ponto cowtry, muitos dos componentes dos outros ethos que são mais conscientes vão há uma festa, usam roupas típicas e fazem farra junto com aqueles que são literalmente Agroboys.

Observa-se que uma grande preocupação desse grupo, se dá quando percebem a invasão de outros personagens no seu espaço , quando uma criatura diferente daqueles mais familiarizados, ou que entendam a sua opinião, estão em seu espaço, eles param tudo que estão fazendo, assim como alguns dos outros ethos da Universidade. Embora, por serem rústicos rotulados como grosseiros muitas das vezes, pára pra analisar o ser diferente que passa em seu local, [redação problemática] essa analise pode ser interesse pessoal, algum apelo por causa do sexo oposto, ou simplesmente por se preocuparem se o estranho pode prejudicá-los. Se estiverem conversando, em grupo principalmente, pois é quando mais acontecem, todos param e analisam a situação, mesmo se quem estiver passando for um homem ou uma mulher.

Podemos perceber em nossas observações também, que apesar de a participação nesse ethos ser de ambos os sexos, as mulheres tendem a um comportamento diferenciado, dentro da universidade. Enquanto os homens parecem seguir a risca aquele conceito machista, típicos dos homens criados em fazenda, as mulheres dentro do campus parecem ser preocupar piamente apenas com seus estudos, isso dentro da faculdade. Além disso, em analise feita dentro da universidade o sexo feminino parece ser minoria, visto que além de ares ligadas ao grande campo maioria desses ethos faz engenharia. Enquanto os homens se concentram nos intervalos nos corredores, conversam em gírias, falam alto mesmo que estando em grupos, riem e sempre gesticulam. As mulheres se concentram dentro de suas salas de aula e preferem continuar seus estudos. Dentro desse comportamento machista os homens do ethos Agroboys ao verem se aproximar alguém do sexo oposto de outros cursos, param suas conversas, e comentam entre si, um ato típico do sexo masculino.

É interessante perceber também que na Universidade, mesmo tendo esse ethos, muitos outros estilos se encontram anexados dentro deste, mesmo que sejam camuflados, pois se preocupam muito com a aceitação dos outros e com a indiferença que pode ocorrer. Os conhecidos como Nerds também podem ser encontrados dentro [não, não... o equívoco sugere que faltou compreensão do ethos nerd] desse ethos, já que a matéria escolhida por ele envolve as exatas, que é a paixão da maioria.

Podemos concluir com esse trabalho de campo, que o movimento Agroboys pode ser considerado um estudo de amplo complexo, [legal. Mas que raios quer dizer isso?] pelo ethos ter particularidade tão diversificada e flexível em relação às alterações que a mídia executa. Eles se concentram em todos os lugares da cidade, a sua mancha cultural abrange a quase todos os territórios tanto da universidade, município e região. A mídia é a grande responsável pelo crescimento desse movimento. Foi um impulso incrível que teve com certeza um ótimo retorno. No entanto o que importante para todos é o respeito pela cultura do próximo, se esse ou outro ethos tiver força suficiente pra dominar o planeta, e se não pudermos vencê-lo, não matará ninguém fazer parte dele. [Como assim????!!]

 

 

Referências:

OROSCO, Dolores. Mundo da moda abre as porteiras para o estilo country. G1, em São Paulo, 2008. Disponível em: Acesso em 19 de jun. 2009.


NOGUEIRA, Lígia. Irmão de Rogério Flausino, cantor Landau cria o manifesto do agroboy. G1, em São Paulo. Disponível em: Acesso em 16 de jun. 2009


Observação, reconhecimento de informações pessoais e de espaço, e análise dos dados recolhidos com a participação dos alunos da Universidade de Uberaba e comportamento em grupo e individual, na faculdade, em festas e espaços de lazer.



Pessoal, notinhas no sistema.

Bj.



Escrito por Roinujsolrac às 15h37
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Estudo do Ethos Universitário Presbiteriano

Carolina Abdalla

Daniela Amui

Fernanda Carvalho

Gabriela Borges

Isabella Lima

 

O ethos universitário escolhido para estudo aprofundado foi o dos devotos religiosos. Foi delimitado que o assunto tratado seria o presbiteriano [redação deve ser melhorada] e que abordaríamos como problemática a questão do preconceito tanto do presbiteriano com os outros ethos, religiosos ou não, tanto desses outros ethos em relação ao presbiteriano.

O presbiterianismo teve origem a partir dos movimentos contra a igreja católica, a chamada Reforma Protestante, durante o século XIV. Teve como líder o francês João Calvino que durante o movimento tentou levar um pouco de sua fé aos demais. A igreja presbiteriana foi implantada no Brasil durante o período entre 1859 – 1869, com a vinda do missionário norte americano, Ashbel Green Simonton, e teve sua primeira sede na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente a igreja Presbiteriana possui cinco ramificações que também são consideradas herdeiras dos ensinamentos calvinistas, são elas: Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Presbiteriana Conservadora e Igreja Presbiteriana Fundamentalista. [Fontes?]

O culto da Igreja Presbiteriana é feito pelo Pastor e pode ser dividido em três partes sendo elas: o louvor, a pregação e as orações. Todas se baseiam nas doutrinas presentes no Novo Testamento. É um culto simples e o importante para eles é falar do amor de Cristo e sua influência na vida de cada um. A Bíblia é seguida à risca, assim como os sacramentos da Ceia e do Batismo. [Fontes?]

O locus imediato do ethos estudado é a Universidade de Uberaba. Ampliando o espaço, temos como locus periférico o bairro universitário. E no estendido temos a cidade de Uberaba, como um todo.

Os presbiterianos procuram seguir os ensinamentos da Bíblia e são neles que suas crenças se baseiam. Acreditam que pessoas que bebem, fumam ou usam drogas estão fazendo isso para suprir um vazio, que é a falta de Deus. Dizem que quando a pessoa tem Deus no coração, ela já está completa, não precisa desse tipo de coisa para suprir suas necessidades. Crêem que sexo antes do casamento é pecado, que é um desejo da carne. Dizem que o corpo é templo do Espírito Santo e que ele não pode ser utilizado para alimentar os desejos carnais. Acreditam que dentro do casamento já está estabelecido um compromisso de amor e união perante Deus. Não crêem em reencarnação. Falam da morte como sendo uma continuação da vida. A pessoa que morre e serviu a Deus durante a vida vai direto pro céu e se a pessoa for ruim ela vai pro inferno.

Os presbiterianos não acreditam em santos, mas num Deus trino divido em Deus pai, Deus filho e Deus Espírito Santo. Acreditam que a Salvação só vem de Jesus Cristo e que existe céu e inferno.

A cultura material do ethos estudado preza por uma vestimenta menos ousada, as mulheres não usam decotes, mas blusas mais fechadas. E como características da cultura imaterial podemos perceber o vocabulário livre de palavrões e sem gírias de baixo nível.

Os jovens presbiterianos universitários realizavam encontros no locus imediato, onde era feita a leitura da bíblia. Eram chamados Estudos Bíblicos Indutivos, onde, além da bíblia, às vezes tinha músicas. Eles usavam a criatividade para fazer esses encontros ficarem cada vez mais interessantes.

Os encontros não tem sido mais realizados. Ricardo, o organizador, está no último período de faculdade [curso?], sem tempo, e passou a tarefa de realizar os Estudos Bíblicos para pessoas de períodos iniciais [cursos?]. “Os outros são mais jovens e não conseguiram continuar e organizar o grupo de estudos”, explicou.

O encontro geralmente acontecia em uma sala do bloco N e, segundo eles, era aberto a todos os jovens Cristãos que tivessem interesse. Os participantes frequentemente convidavam outras pessoas a fazerem parte. A leitura da bíblia era realizada com discussões sobre cada coisa que era lida.

Na cultura material desses encontros temos a sala de aula dentro do locus imediato, as roupas comuns [pouco descritivo] e não-ousadas, a bíblia como objeto principal do encontro e o violão ocasionalmente levado para tocarem e cantarem músicas evangélicas.

Na cultura imaterial a alegria e vontade de se discutir sobre os evangelhos, a voz bonita que a maioria deles tem, o pop rock como principal estilo de música tocado e a dedicação aos ensinamentos da bíblia.  

O ethos estudado tem uma rotina comum à dos outros jovens. A maioria trabalha durante a semana, enquanto não está na universidade. Nos finais de semana, eles freqüentam a igreja e fazem encontros revezando entre as casas deles. Tocam violão e cantam músicas evangélicas, conversam, comem e bebem refrigerantes ou sucos.

A mancha do ethos é bem ampla, pois há jovens que moram em bairros afastados da universidade. Porém, se pegássemos a maioria dos jovens, poderíamos delimitar a mancha como o Bairro Universitário e alguns pequenos pedaços para além dele.

Como trajetórias do ethos universitário, teríamos, durante a semana, em sua maioria: casa – trabalho, trabalho – casa, casa – lanchonete, lanchonete – faculdade, faculdade – casa. E nos finais de semana: casa – igreja, igreja - lanchonete, lanchonete – casa de amigo, casa de amigo – casa. Nos finais de semana essas trajetórias se ampliariam para outros lugares, diferenciando-se de acordo com o final de semana e também com a programação da cidade. [que “outros lugares”? Explicitar...]

A discriminação acontece tanto deles com os outros ethos religiosos ou ateus, como dos outros ethos para com eles, sendo este mais evidente, mais forte e mais constante. Sofrem discriminação de outros ethos por serem vistos como antiquados e corretos no sentido material e no imaterial. São considerados antiquados no que diz respeito à cultura de casar virgem, de que o sexo é um pecado carnal que só é permitido quando há o casamento, por se dedicarem tanto à bíblia, por terem a religião como foco em suas vidas [falta criticidade aqui, gente! A relação não é tão simples e linear assim]. São tidos como fanáticos religiosos.

Eles também têm preconceitos com os outros ethos, principalmente com os ateus. Dizem que não conseguem conviver muito bem com pessoas que não acreditam em Deus e não têm uma religião. Não conseguem entender, nem aceitar, o fato de uma pessoa não acreditar em Deus.

O ethos estudado tem como objetivo único na vida seguir a Deus e a seus ensinamentos [falta problematização]. Buscam, por meio de missões, incluir novas pessoas ao grupo e tentam sempre difundir os ensinamentos de Deus a cristãos e não-cristãos.

 

Referências teórico-documentais

Portal da Igreja Presbiteriana (www.ipb.org.br) [favor verificar a forma correta de fazer a referência]

Caderno de antropologia.

E os textos da disciplina? Nenhum foi utilizado?

 

 

Notas no Sistema.

 



Escrito por Belairons às 13h03
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